Olá, Marta. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar, “Blogger, coach, palestrante, autora, contadora de histórias, formadora e uma apaixonada pela vida.”, assim o diz a tua biografia. Podes falar-nos de como estas áreas tão díspares se interligam na tua vida?
Olá Letícia, para mim estas áreas não são assim tão díspares. Para mim complementam-se na medida em que todas elas me permitem fazer o que mais gosto que é motivar e inspirar.

Se, no entanto, precisasses de optar apenas por uma destas áreas, qual seria a eleita?
Sem dúvida a escrita. É nas letras que me alinho com quem sou e que consigo sentir as mais variadas emoções. À medida que vou escrevendo as histórias vou sentido o que estou a escrever. Dou por mim a rir, a chorar, a comover-me e até a irritar-me. É exatamente na escrita que perco a noção do tempo, da fome, da sede e do sono. E quando perdemos a noção do que estamos a fazer … está tudo dito.

Como é que surgiu a escrita na tua vida?
A escrita surgiu desde cedo. Mas só há cerca de quinze anos percebi que escrever me fazia bem. Que me acalmava a mente e me arrumava as ideias. Depois foram surgindo uns blogs e umas colaborações de escrita aqui e ali.

Publicaste recentemente uma obra “Organiza-te no Amor”. Podes falar-nos um pouco sobre este livro?
O “organiza-te no amor” é um livro simples e prático que apela ao amor-próprio. Traduz-se num processo de desenvolvimento pessoal onde o foco é a necessidade de existir amor-próprio nos relacionamentos. À medida que vou falando do processo vamos acompanhando a história de encontros e desencontros entre o Paulo e a Teresa.

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Como surgiu a ideia para o escrever?
O “organiza-te no amor” surge na sequência do desenvolvimento da minha profissão enquanto coach e do facto de independentemente do objetivo de quem me procura, a questão dos relacionamentos ser algo que acaba por surgir. E, também resultado de um processo pelo qual eu própria passei.

E como tem sido a reação dos leitores face a este trabalho?
Tenho recebido as mais variadas reações. Na grande maioria existem tomadas de consciência, mas o feedback recorrente é que é um livro para se ter sempre à mão.
O melhor feedback foi quando recebi a mensagem de alguém a dizer-me que graças ao meu livro percebeu que estava num processo de violência no namoro, e que não queria fazer parte da estatística.  Só por isso já valeu a pena publicar o livro.

A que público se destina esta tua primeira obra?
A todos aqueles que se queiram conhecer melhor, e que queiram trabalhar o modo como se relacionam consigo e com os outros.

A primeira de muitas, é verdade?
Sem dúvidas. Acredito que seja a primeira de muitas. Ideias não me faltam.

Pensas em publicar novamente?
Penso. Já está começado e faz parte de um projeto que tem por base a ideia de que todos podemos fazer da nossa vida inspiração, e todos podemos inspirar os outros.

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?
Aqui hesito entre o livro de contos ou o romance, mas acho que o romance me iria dar muito prazer. Tenho várias pessoas a pedirem-me para fazer uma coletânea de algumas coisas que tenho escrito ao longo dos anos, mas ainda não me faz sentido.

Qual a importância que o Coaching tem na tua vida?
Antes de te responder é importante falar do modo como trabalho o coaching.  Eu trabalho coaching mais focado no autoconhecimento, autoaceitação, na autoconsciência e na autorresponsabilidade. O meu foco é que cada pessoa que me procura se conheça, se aceite, tenha consciência da sua filosofia de vida e se responsabilize pelos seus resultados. Quando isso acontece o mundo fica melhor. E, poder contribuir para um mundo melhor através do coaching já responde a esta pergunta, certo?

E a escrita?
Quando era miúda adorava ver a série policial “crime, disse ela” onde a protagonista escreve livros ao mesmo tempo que resolve crimes. E, eu imaginava-me uma Jessica Fletcher, sempre a viajar para promover os livros e a escrever. Penso que todas aquelas histórias me conduziram ao ponto em que estou hoje.
Reconheço que a escrita é, muitas vezes, relegada para segundo plano, e quando isso acontece sinto-lhe a falta. Sinto a falta das letras, das ideias e das histórias que vão surgindo na minha cabeça. Até porque quanto mais escrevo mais vontade tenho de escrever. Como já referi anteriormente a escrita faz-me perder a noção do tempo e do espaço. Embrenho-me de tal forma que perco a noção da realidade.

Já realizaste outros trabalhos no âmbito da escrita? Quais?
Já fiz umas colaborações em alguns sites, e escrevi em parceria com outras bloggers um livro dentro do projeto “Fábrica de histórias”. Contos a várias mãos. Uma experiência muito interessante e que serviu para me desinibir neste mundo da escrita.

Gostas de ler? Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
Adoro ler e ter de escolher um único livro é doloroso, mas vou ter de eleger “Os Maias” do Eça de Queiroz.

Sobre que temas te debruças para contares histórias, sendo que te autointitulas como uma contadora de histórias?
Temas do dia-a-dia que fazem parte da vida da pessoa comum.

O que é para ti ser blogger nos tempos atuais?
Ser blogger nos dias que correm é ser um influenciador de ideias e de tendências.

O que é que domina a tua vida?
A minha família e a paixão que tenho pela vida. Procuro ter sempre presente que todas as escolhas devem ser feitas por amor e não por medo.

O que é que o público em geral pode esperar de ti para o futuro?
Fiz 50 anos há cerca de dois meses, e depois de alguma reflexão percebi que à medida que vou avançando na idade se torna mais fácil assumir vontades, posturas e causas, ou seja, tornamo-nos mais alinhados com o nosso ser, a nossa essência. Acredito que o que o público pode esperar de mim é, acima de tudo, autenticidade.

Descreve-te numa palavra:
Confiança … sou uma pessoa que confio imenso na vida, no universo e nas pessoas que me rodeiam. Confiar tem-me permitido ser persistente e resiliente e é esse comportamento que me tem permitido colher os frutos que tenho colhido. Sem dúvida, confiança!

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