quarta-feira, 13 de julho de 2016

André Alves Pereira, o autor de Simplesmente, Esperança

André Alves Pereira tem 31 anos. Nascido e criado no norte de Portugal, mais concretamente em Guimarães. É um orgulhoso nortenho das suas tradições e peculiaridades. Estudou na Escola Superior de Turismo e Hotelaria (IPG), trabalhando atualmente no setor do Turismo. A escrita sempre foi uma das suas paixões, marcando assim a sua estreia com o romance “Simplesmente, Esperança”.

Simplesmente, Esperança | Chiado Editora

✍ Como te iniciaste na escrita?
A escrita sempre fez parte da minha vida. Sempre gostei de “brincar” com as palavras. No fundo a escrita é mesmo isso, brincar com as palavras, pondo-as ao lado umas das outras numa dança com sentido.

✍ Ficcionas aquilo que escreves ou os teus escritos tem também conotação pessoal?
As duas coisas estão ligadas. É impossível dissociar uma coisa da outra. Embora o romance “Simplesmente, Esperança” seja ficcionado, tem muito de mim. Pois é todo o meu ser que escreve cada palavra.

✍ O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Foi mudando sem eu dar por isso. Se a escrita me tivesse surgido do dia para a noite, talvez fosse mais fácil perceber o que mudou. Como isso não sucedeu, julgo o que no fundo o que mudou fui eu e a escrita. Ambos crescemos, ficamos mais maduros.

✍ O que sentes quando escreves?
Sinto-me noutro mundo. À minha volta tudo se fecha. Fico num mundo muito próprio, que muito sinceramente não sei definir.

✍ O que é mais prazeroso na escrita?
O poder. É uma resposta um quanto ao qual parva. Mas é a que me surge em primeiro lugar. Quantas vezes ouvimos e vemos histórias, que se as pudéssemos escrever teríamos as escrito de outra forma? A escrita é o poder de criar. É como cozinhar uma receita só nossa. Pomos os ingredientes que quisermos e como quisermos.

✍ Qual é a maior dificuldade que sentes quando estás a escrever?
A única dificuldade que sinto, é que como sou um escritor que gosta de escrever livros cinematográficos. Passo a explicar, não gosto de ler e muito menos de escrever livros que tenham um andamento demasiado descritivo. Prefiro escrever como se fosse um filme, em que há sempre algo a acontecer em passo mais ou menos acelerado. Isso faz com que por vezes tenha de travar, pois preciso que o leitor “veja” aquilo que eu estou a ver. Para isso é preciso descrição. É a parte que mais me custa.

✍ Tens algum ritual de escrita?
Sim tenho. Ligar o computador (riso). Não tenho. Não importa o sítio nem o estado de espírito, depois de entrar naquele mundo que falei há pouco, tudo se desenrola.

Consideras a escrita uma necessidade ou um passatempo?
Se houvesse uma palavra que misturasse as duas, era essa a palavra que eu utilizaria.

✍ Como encaras o processo de edição em Portugal?
Como não conheço o processo de edição noutros países, encaro como sendo bom (riso). Não tenho comparação.

✍ Estás em constante contacto com o público, como vives isso?
Sou da área do Turismo. Por isso é algo que não me faz confusão. No fundo acho que o segredo é sermos nós mesmos. Se tentarmos sermos outras pessoas, certamente vai correr mal.

✍ O feedback é positivo?
Até ao momento muito positivo. A página do facebook, em menos de 2 meses chegou aos 4500 gostos. Julgo que é um pequeno barómetro.

✍ Como encaras as criticas, de foro negativo ou positivo, quando elas surgem?
Encaro-as bem. Todas elas, se forem bem fundamentadas servem para crescermos enquanto escritores.

✍ Quais os temas que gostas de abordar quando escreves?
Sentimentos. É o que nos faz sentir vivos. Tal como diz umas das frases do meu livro: “Melhor do que estarmos apenas vivos, é sentirmos-nos, verdadeiramente vivos!”.

✍ Tens hábitos de leitura? Consideras importante ler para escrever bem?
Escrevo mais do que leio. Mas considero importante escrever bem para se ler bem (riso)! Tive uma professora na universidade, que perguntava, o que é escrever bem? Saramago tinha uma escrita muito própria e foi Nobel, por isso…

✍ Que livro recomendarias?
Ouvi dizer que há um muito bom que se chama “Simplesmente, Esperança” (riso). Recomendaria um dos primeiros livros que me lembro de ler, “Sete anos no Tibete” de Heinrich Harrer. É autobiográfico e faz-nos sentir! O livro é muito melhor que o filme…

✍ Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”?
A Bíblia! Tinha muito para ler, reler e tentar perceber…

✍ O que gostarias de partilhar sobre as tuas obras?
Que são obras escritas com alma. Que espero que cada leitor tenho o mesmo nível de prazer que eu tive ao escrever.

✍ Como tem sido a tua experiência com a tua editora?
Até ao momento, 5 estrelas.

✍ Quais as tuas perspetivas para o futuro?
Não as crio. Um dia de cada vez, dando o melhor de mim. O que tiver para vir, virá…

✍ Além da escrita, que outras paixões nutres, que te completam enquanto pessoa?
Adoro futebol. Cinema / séries. E de todas a coisas normais. Estar com a família, amigos e assim. Sou uma pessoa normal.

✍ Que mensagem gostarias de passar aos teus seguidores?
Que nunca deixem de me seguir, pois vou dar sempre o melhor de mim, para que cada livro seja puro sentimento, sempre com mensagens de esperança.

✍ Quais os teus objetivos enquanto escritor?
Ser lido. Acho que é a resposta de qualquer escritor.

✍ Apenas numa palavra, descreve-te:

Vivo!

Sem comentários:

Enviar um comentário