sexta-feira, 5 de julho de 2019

55, de James Delargy

55 (COMPRAR AQUI) é um dos mais recentes títulos publicados pela Bertrand Editora, da autoria de James Delargy. Este é um thriller policial intrigante que me manteve agarrada da primeira à última página.

Começo, desde já, por ressaltar a escrita do autor; direta, simples e escorreita. Uma escrita que me cativou pela sua simplicidade.

A narrativa está bem construída e é dividida em dois espaços temporais, o presente e o passado, mais concretamente o ano de 2002. 

Nesta narrativa acompanhamos o sargento Chandler Jekins na sua jornada em busca da verdade.

À esquadra de Wilbrook, situada numa pacata cidade australiana, chega Gabriel, um homem ferido, que acusa Heath, de o ter raptado, drogado e de ter tentado assassiná-lo. O sargento não hesita em lhe prestar auxilio, contudo, após colocar Gabriel no hotel da cidade, enquanto tenta descobrir o suposto assassino, surge Heath contando a mesma história de Gabriel, colocando-se a si como a vítima e a Gabriel como o assassino.

A história é intrigante e apelativa, faz-nos questionar durante toda a leitura sobre qual dos dois estará a contar a verdade. 

Da grande cidade chega Mitch, ex-amigo de Chandler e seu superior, com quem o mesmo se vê obrigado a trabalhar, o clima entre eles é tenso e desconcertante, e quando a história regressa a 2002, percebemos que no inicio da carreira de ambos, eles já tinham trabalhado juntos numa investigação de um desaparecimento que se revelou infrutifera.

A história encerra-se de um modo angustiante e o final é apenas sugestivo, indicando-nos que tudo termina do mesmo modo que a investigação realizada em 2002, com contornos maiores que não posso desvendar, uma vez que o leitor deverá decifrar por si mesmo, sem spoilers.

É um thriller diferente, mas intenso. Uma excelente leitura de verão.

Sobre o autor
James Delargy nasceu e cresceu na Irlanda, mas viveu na África do Sul, Austrália e Escócia, antes de voltar para Inglaterra, onde mora atualmente. O conhecimento diversificado dos lugares, cidades, paisagens e culturas que foi adquirindo é utilizado na sua escrita com mestria. Tem um sonho: escrever uma série de romances que lhe permita dar uma volta ao mundo (nem que seja pelo prazer de poder desfrutar da investigação).

Uma leitura:

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Minha Querida Inês, de Margarida Rebelo Pinto

Minha Querida Inês (COMPRAR AQUI) é um romance histórico publicado em 2011, da autoria de Margarida Rebelo Pinto. Recentemente, este livro conquistou uma nova edição, com uma capa apelativa e cativante.

O livro retrata a história de amor mais conhecida dos portugueses, Pedro e Inês de Castro, uma história tão bela como trágica que ao longo dos séculos tem feito as delicias dos mais românticos e apaixonados.

Nesta obra acompanhamos os últimos sete dias da vida de Inês no Convento de Santa Clara. A narrativa é pejada de emoção, através da escrita rica, delicada e, sem dúvida, poética da autora, que facilmente nos transporta para dentro da história, nos arrebatando.

Conspirações políticas e intrigas de todo o género povoam a narrativa e apesar do romance entre Pedro e Inês ser o ponto fulcral desta história, há também uma evidente pesquisa da autora que nos dá a conhecer a situação política da época e nos ajuda a compreender as razões que levaram ao trágico desfecho de Inês de Castro, tornando-a assim numa das maiores lendas românticas portuguesas.

Gostei muito de recordar a história de Inês através da autora Margarida, por ser uma autora que admiro e cujas obras me conquistaram. 

O enredo é complexo, repleto de personagens que nos são conhecidas e que contribuíram para a história do nosso país, personagens com as quais criamos empatia, graças ao poder de narração da autora. 

Este é um livro rico em romance e história, um livro imperdível para os apaixonados por Inês de Castro.

Uma leitura:

Duas Irmãs, de Diana Bastos Couto

Duas Irmãs (COMPRAR AQUI) é o primeiro romance da autora Diana Bastos Couto, anteriormente entrevistada cá no blogue (ler entrevista aqui)

Este não é um livro muito grande, mas é, sem dúvida, uma leitura complexa, devido aos temas que retrata, tão proeminentes na nossa atual sociedade, a depressão e o suicídio

A escrita da autora é simples, direta e concisa. A autora apresenta-nos uma narrativa pequena, mas coesa e bem construída, com duas personagens com as quais facilmente criamos empatia, Laura e Gabriela.

A história destas duas irmãs gémeas, mas tão diferentes fisicamente, é narrada em primeira pessoa pelas irmãs, pela mãe e até mesmo pelo orientador de Gabriela em Nova Iorque, onde a mesma trabalha, permitindo ao leitor aceder a diferentes pontos de vista diferentes, ponto que ressalto e que me cativou. Os capítulos são curtos e tornam a leitura bastante fluída, apesar de eu a ter feito em formato digital, não tive qualquer problema durante a mesma, uma vez que a história me incitava a continuar sempre para a próxima página. 

Laura e Gabriela não são apenas diferentes fisicamente, apesar de sempre terem partilhado tudo, ao longo da vida foram tomando decisões diferentes que, consequentemente, tornaram as suas carregadas de diferenças. Gabriela seguiu medicina na faculdade e Laura seguiu jornalismo. Uma é dedicada ao marido e à família, enquanto a outra aspira por ser uma investigadora reconhecida.

Tudo começa a alterar-se quando Gabriela começa a trabalhar num projeto após emigrar e o mesmo não corre como expectável, esta ainda tenta ligar à irmã, mas falta-lhe a coragem e sofre sozinha. Contudo, a pressão fá-la tentar cometer suicido, preocupando sobremaneira a família que se reúne esperando que Gabriela possa recuperar, é através deste acontecimento que podemos ver o quanto estas irmãs são ligadas e o sentimento forte que as une. Apesar de estar quase no fim da gravidez, Laura não hesita em viajar para encontrar a irmã e a apoiar.

Ao longo da história vamos acompanhando a evolução do estado de Gabriela e as decisões que toma após a tentativa de suicídio, dentre elas a sua vontade de se dedicar ao voluntariado, é através disto que Gabriela supera a depressão e recomeça a sua vida. 

Este livro é pequeno, lê-se com facilidade, tem uma história que poderia muito bem ser real, tantas são as semelhanças com a realidade tal como a conhecemos. Parabéns à autora por este primeiro trabalho.


Identidade de Género, de Maria Helena Costa

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Identidade de Género é uma obra da autoria de Maria Helena Costa, entrevistada cá no blogue anteriormente (ler entrevista aqui), publicada pela Emporium Editora.

Este livro é o resultado de uma pesquisa extensa da parte da autora e assenta sobretudo em documentos, dados e factos por ela investigados que visam explicar o que é a identidade de género e o que tal ideologia pressupõe de "perigoso" para a nossa atual sociedade.

A ideologia de género é um tema que, por si só, não é fácil e requer um certo cuidado no seu tratamento, uma vez que temas deste foro melindram, de certa forma, o individuo.

Gostei da escrita acessível da autora que facilita a leitura, escrita essa que aliada aos dados por ela apresentados e pelos capítulos curtos permitem que a leitura flua com naturalidade.

No entanto, de um modo geral, não gostei desta abordagem, a autora deveria ter tratado este tema de uma forma mais imparcial e mais assertiva. A autoria cria analogias entre dados e versículos da Bíblia que, de certa forma, acabam por descredibilizar a pesquisa, talvez não devesse ter dissertado tanto sobre a religião.

Gostaria que a obra, em si, tivesse uma perspectiva menos religiosa, porque embora eu também acredite em Deus e seja religiosa, creio que esta visão da ideologia de género voltada sobretudo para a religião acabará por influenciar negativamente o leitor, principalmente aqueles que não têm relação com qualquer religião ou possuam uma crença diferente da crença da autora.

A dada altura da leitura senti quase que estava a ler uma teoria da conspiração, senti que a autora tentou impor a sua visão de um modo exagerado, uma vez que assuntos desta dimensão merecem uma abordagem mais especifica. 

Atualização: Esta análise não é preconceituosa, é imparcial e honesta, sem qualquer pretensão de ofender ou atacar a autora e a sua fé. Esta análise não se foca no tema do livro, mas sim na sua abordagem e na escrita da autora, portanto, qualquer que seja a minha opinião sobre a ideologia de género, a mesma não influenciou a análise nem tampouco está presente na mesma. Se, futuramente, for da minha vontade escrever sobre a ideologia de género utilizarei o espaço apropriado para tal, a rubrica das crónicas. Esta análise também não descredibiliza a pesquisa da autora, a qual parabenizo pela dedicação.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Canções da Adolescência, de José Assis

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Canções da Adolescência é um livro de poesia da autoria de José Assis. Este livro reúne vários poemas de José escritos, tal como sugere o título, desde a adolescência até à idade adulta, é uma compilação do seu trabalho enquanto poeta. Mas estas poesias são também canções que o autor, enquanto músico, adaptou.  

Estas canções da adolescência versam sobre os mais diversos temas, desde o amor, os sonhos, as artes, o sentir, a busca e a exaltação do feminino. 

Um poema que me cativou foi "Só de imaginar", pela sua simplicidade e verdade, apesar de destacar este poema, convém ressaltar que todos eles, de modo geral, são bonitos. Simples, curtos e bonitos. 

A poesia está repleta de rimas, ponto interessante e que confere fluidez à leitura da mesma.



segunda-feira, 1 de julho de 2019

Geração Espontânea, de Margarida Brum

Geração Espontânea (COMPRAR AQUI) é uma novidade recente publicada Editorial Bizâncio, da autoria de Margarida Brum.

Este livro acompanha mais do que uma geração e tem inicio aquando do falecimento de Mercedes, avó de Sara. Sara narra esta história desde os tempos em que Mercedes era apenas uma menina, até à idade adulta, quando casou e acabou por seguir um rumo diferente do esperado, mudando-se para Monte Gordo, onde criaria o filho, pai de Sara, e onde os seus netos acabariam por nascer.

Sara faz um relato pejado de emoção, arguto e intenso. A par de Sara, conhecemos Carolina, a sua melhor amiga de infância. Se Sara permanece em Monte Gordo e se limita a deixar viajar a sua mente para lá das paredes do seu lar e da cidade onde nasceu, Carolina viaja pelo mundo e regressa ao encontro da amiga, sempre, recordando os tempos antigos.

Os capítulos não são longos e tornam a leitura fluída. Ao longo das mais de quatrocentas páginas desta obra vamos conhecendo a história de toda uma família e de várias gerações. 

Desde as minas onde trabalhava o pai de Mercedes, à traição do seu marido, à primeira comunhão de Sara, da vida no hotel onde o pai desta trabalhava, dos negócios da família.

Este é também um relato de culturas, tradições e gentes. 

Uma narrativa bem construída com personagens divertidas, sinceras e reais, que nos mantêm agarrados da primeira à última página.

Um livro que me marcou mais do que eu julgava ser possível. Uma autora portuguesa que me conquistou e que certamente irei acompanhar.

Uma leitura:

A Holandesa, de Ellen Keith

A Holandesa, de Ellen Keith (COMPRAR AQUI) é um romance histórico publicado recentemente sob a chancela da Editorial Presença

Esta narrativa situa-se em duas épocas e locais distintos: maio de 1943, em Amesterdão, durante a Segunda Guerra Mundial e em 1977, em Buenos Aires, durante a Guerra Suja. A narrativa segue três personagens principais, alternadamente. 

De um lado, temos Marijke de Graaf que narra a sua história em primeira pessoa. Marijke fazia parte da Resistência Holandesa durante a Segunda Guerra Mundial, mas quando ela e o marido Theo são detidos e separados, esta mulher vê-se obrigada a tomar uma decisão que mudará toda a sua vida, aceitar os trabalhos forçados nos campos ou tornar-se prostituta num bordel do campo. 

Numa tentativa de encontrar o marido, Marijke submete-se à prostituição, mas quando conhece Karl Muller, um oficial nazi designado para o campo em que se encontra, Marijke debate-se entre a culpa, a vergonha e o conforto que, inevitavelmente, encontra nesta figura masculina, que é uma das três personagens principais referidas anteriormente.

Paralelamente, temos a história de Luciano durante a Guerra Suja, em Buenos Aires, décadas depois da Segunda Guerra Mundial. Luciano foi detido durante as perseguições comunistas e temos assim um contraste entre ambas as guerras e, simultaneamente, uma visão sobre o controlo e a supressão promovidas por uma figura ditadora.

O romance que surge entre Marijke e Karl é possivelmente o ponto forte da história, devido ao conflito de interesses que se impõe, Marijke é uma mulher casada, prisioneira e Karl é um nazi, que detém, em parte, poder sobre o seu futuro no campo. 

Este é um romance histórico cativante, pejado de emoção, que une duas histórias tão diferentes, mas ao mesmo tempo, tão iguais, através de um relato coeso e direto, marcado por uma linguagem simples e acessível. 

Uma leitura que me surpreendeu. Mais um de entre tantos títulos sobre a Segunda Guerra Mundial que já li este ano e que, sem dúvida, merece as cinco estrelas. Não é um livro fácil, e apesar do romance evidente entre Marijke e Karl, está longe de ser uma história cor-de-rosa, é sim uma história de vida, uma narrativa que nos fala de sentimentos de uma forma crua e de a força para perseverar em tempos de guerra.

Sobre a autora
Ellen Keith é uma escritora canadiana, vencedora do prémio HarperCollins UBC para Melhor Obra de Estreia na categoria de Ficção. Obteve recentemente o mestrado em Escrita Criativa pela Universidade da Colúmbia Britânica. Passa grande parte do tempo no estrangeiro, a viajar sobretudo pela América do Sul. Atualmente, vive em Amesterdão. 

Uma leitura:


A Natureza, a Alma, o Espírito e as Plantas..., de Jorge Pereira | Já disponível

O autor Jorge Pereira, já entrevistado no blogue, publicou recentemente o seu primeiro vídeo, que se enquadra no género de desenvolvimento pessoal. 

Acedam aqui, gostem e subscrevam.

domingo, 30 de junho de 2019

Na ponta dos dedos com... Maria Helena Costa


Maria Helena, sê bem-vinda a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: Como que é que te iniciaste na escrita?
Desde criança que amo ler e acredito que a escrita surgiu devido a essa paixão por livros. Há alguns anos, com o advento da Internet, criei Blogs no Sapo e comecei a escrever com o intuito de levar o evangelho a mais pessoas. Quando fiquei desempregada decidi pegar em alguns desses textos, adaptá-los e passá-los para livro. Enviei-o a uma amiga e ela aconselhou-me a procurar uma Editora. Foi o que fiz e daí para cá não parei de escrever.

Qual o sentimento que te domina quando escreves?
Alegria e dever! A alegria de partilhar o Evangelho, a História da fé cristã, a Bíblia (tão ignorada por um povo que se afirma cristão) e experiências de vida. O dever de alertar as pessoas contra as falsas doutrinas e ideologias nefastas.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Nada! Jesus Cristo mudou tudo em mim e é isso que procuro passar para o que escrevo.

E enquanto escritora, o que tens aprendido?
Muito! Tenho aprendido a ser mais paciente, mais gentil, e a depender cada vez mais de Deus. Também aprendi que é quase impossível chegar a uma editora conceituada e que as editoras conceituadas não editam livros politicamente incorrectos ou de ilustres desconhecidos. Como não sou figura pública, nem escrevo romances, o mercado é ainda mais difícil, mas o caminho faz-se caminhando.

Tens algum ritual de escrita?
Muito estudo! O que escrevo é fruto de muita pesquisa e de muito estudo. Não consigo ter um plano/ritual de escrita, pois só consigo escrever quando o pensamento flui e as ideias surgem. Apesar de escrever sobre factos históricos e doutrina, preciso manter uma conversa fluída com o leitor e nem sempre estou com disposição para longas conversas.

Estudas e escreves sobre Religiões e Seitas à luz do Cristianismo bíblico e histórico e és também investigadora nas áreas de Religiões e Seitas, História e História da Igreja. Qual o impacto que a religião tem no teu trabalho enquanto escritora?
Sou cristã. Antes de qualquer outra coisa, sou cristã. Como tal, o meu trabalho como escritora tem que ser rigoroso, honesto e teologicamente bíblico. Infelizmente, há pessoas que pensam que só porque alguém é cristão não está habilitado a falar sobre o que quer que seja, pois vê o mundo com “óculos religiosos”. A grande verdade é que todos vêm o mundo com “óculos” e escrevem de acordo com a sua cosmovisão de mundo, religiosa, ou não.

E enquanto pessoa?
Religião vem do termo re-ligare e significa: caminho ou ponte, que o homem constrói na tentativa de chegar a Deus e obter o Seu favor. Cristianismo é o oposto. Deus busca o homem perdido, morto em delitos e pecados, incapaz de se voltar para Deus. Jesus Cristo, o Filho amado enviado pelo Pai, é o único caminho para Deus. Ele veio a este mundo para salvar e buscar o que se havia perdido, morrer em lugar de miseráveis pecadores, como eu, e, graciosamente, por meio do seu sangue derramado na cruz do Calvário, salvar alguém tão indigno como eu. Ele mudou a minha vida. Amou-me, chamou-me, ressuscitou-me e deu-me um novo coração. Ele é a minha religião — aquEle que me liga ao Pai, o Deus Todo-Poderoso, Criador dos Céus e da Terra — o único que pode restabelecer a comunhão [religião = re-ligare] do ser humano com Deus e intercede diante do Pai, instantemente, pelos seus. Ser cristã é viver em, e para Cristo, ser sua imitadora e viver de forma que Lhe seja agradável, confiando que nada foge ao seu plano e propósito para a humanidade e que estou segura em Suas mãos, aconteça o que acontecer, na vida e na morte. Jesus Cristo mudou meu viver. Ele chamou-me para ser sal e luz neste mundo. Vivo para O glorificar, escrevo para que mais pessoas O possam conhecer e também para denunciar as astutas ciladas do Diabo.

Publicaste recentemente, “Identidade de Género”. Podes falar-nos um pouco sobre este livro?
Este livro é o resultado de mais de quatro anos de estudo intensivo (daria para tirar um mestrado) sobre um assunto, que, até a mim, parecia ser mais uma “teoria da conspiração”, mas que veio a revelar-se a mais terrível realidade a ser enfrentada pela família. Na verdade, o livro é sobre a ideologia do género. “Identidade” e “igualdade” são duas das máscaras usadas para impor uma ideologia desconstrutivista na Escola, violando gravemente a Constituição da República Portuguesa e o direito dos pais à educação moral e religiosa dos seus filhos.

O que te fez debruçar sobre um tema tão complexo como este?
Complexo? Não é assim tão complexo quando o analisamos à luz da verdadeira Ciência e da Biologia, sem nos deixarmos iludir por jargões, que até parecem piedosos, e que vêm sendo repetidos e promovidos até à exaustão. Ler a triste realidade do que acontece nos países onde esta ideologia foi imposta há mais tempo e os resultados nefastos que tem provocado em crianças, que não têm como se defender desta ideologia de adultos, para adultos, fez-me debruçar sobre este tema. Quando se erotizam/sexualizam criancinhas desde a mais tenra idade, dispara o número de crianças confusas quanto à sua sexualidade e que começam a ter experiências sexuais demasiado cedo. Por exemplo, o Reino Unido está a viver um surto de crianças transgénero, que não obedecem aos pais, e o número de crianças diagnosticadas com depressão disparou 4000% (não, não me enganei nos zeros) em apenas 4 anos. Graças a Deus, já houve 5 países que tiraram a ideologia do género das Escolas e, acredito que quando os pais perceberem exactamente o que se está a passar, expulsaremos esse cancro da Escola e salvaremos as nossas crianças de uma ideologia totalitária e totalmente intolerante.

E como tem sido a reação dos leitores face a este trabalho?
Excelente! Estamos a preparar a 2ª edição e tenho recebido um bom feedback dos leitores.

Já realizaste outros trabalhos no âmbito da escrita? Quais?
Sim. “Espiritismo – Lógica? Razão? Coerência?”; “Todas as coisas me são lícitas…”; “Quem é? – Abra a porta ao mundo secreto das Testemunhas de Jeová e saiba o que elas não lhe dizem”; “Nascidos Católicos”; “Órfãos de pais vivos” e “SE Deus existe…”

Quais os temas que gostas de abordar quando escreves, para além daqueles que podemos encontrar nos livros já publicados?
Para além dos livros que já escrevi, sobre temas que amo abordar, estou a pensar escrever sobre o feminismo e a feminilidade.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
A Bíblia. Leio-a todos os dias, na companhia do Autor.

Pensas em publicar novamente?
Sim, e já tem título: “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.” – SERÁ?

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?
Nunca pensei nisso. Só sei que não seria poesia. Rimar não é comigo, sou mais prosa.

O que é que os leitores podem esperar de ti para o futuro?
O que podiam esperar desde que comecei a escrever: autenticidade, verdade, coragem e amor. Amar, é dizer a verdade.

Descreve-te numa palavra:
Cristã.



sábado, 29 de junho de 2019

A montanha entre nós, de Charles Martin

A montanha entre nós (COMPRAR AQUI) é um livro de Charles Martin publicado em Portugal pela Porto Editora. Esta obra já foi adaptada ao cinema e conquistou o público, e apesar de bem conseguido, o livro supera a história nos grandes ecrãs.

Nesta narrativa acompanhamos um médico, Ben Payne, que ao regressar de uma conferência vê o seu voo para casa atrasado e acaba por alugar um helicóptero privado com o senhor Grover, afim de chegar mais cedo ao lar e à sua família. Neste voo improvisado segue também a jornalista Ashley, uma convidada de Ben, que o mesmo conhecera apenas há algumas horas no aeroporto.

Enquanto sobrevoam as montanhas, Grover sofre um ataque cardíaco, ainda assim consegue aterrar bem, na medida do que lhe é possível, e apesar de não sobreviver, o seu cuidado garante a sobrevivência de Ben e Ashley. Mas um plano de voo não foi preenchido e no meio dos cumes montanhosos cobertos de neve, não há ninguém que saiba que os dois estão em perigo e totalmente perdidos. Ashley está ferida e não tem como se mover. Ben, apesar de ferido também, está disposto a fazer o necessário para ajudar Ashley. 

Durante um mês, completamente sós, os dois enfrentarão grandes desafios para se manterem vivos. De um puma que os quer devorar, à dificuldade de caçar para arranjarem alimento que os ajude a manter de pé, os perigos e as batalhas a enfrentar são inúmeros. É neste clima de dificuldade que se impõe a esperança, e é a esperança que os mantém vivos, mas também a resiliência e a união. É também no meio deste inferno gelado que sentimentos começam a despontar de ambas as partes, embora Ben se mantenha fiel à sua esposa Rachel, com quem discutira antes de partir, e fiel à sua decisão de ser um cavalheiro e cuidar de Ashley, mantendo-a em segurança e viva. Nada é fácil para estas personagens, mas para o leitor é fácil apaixonar-se por elas.

A narrativa é pejada de emoção, com uma linguagem acessível e descritiva, através do qual o autor nos transporta diretamente para a sua história. O enredo está bem construído e os capítulos não são longos, tornando a leitura extremamente agradável e enriquecedora.

O final é surpreendente, Ben faz uma revelação quer a Ashley quer ao leitor, uma revelação que nos choca e comove.

Esta é uma história de esperança, da esperança nos piores momentos que nos mantém firmes e nos suporta. Esta é uma história que todos deveriam conhecer.

Sobre o autor
Charles Martin licenciou-se em Literatura Inglesa na Florida State University. Tem um mestrado em Jornalismo e um doutoramento em Comunicação pela Regent University. Foi professor no Departamento de Inglês, na Hampton University. Em 1999, dedicou-se exclusivamente à escrita. 
É autor bestseller do New York Times. Água do meu coração é o seu 11.º romance e as suas obras estão traduzidas em 17 línguas. 
Vive com a mulher, Christy, a poucos passos de distância do St. John's River, em Jacksonville, Florida, com seus três filhos: Charlie, John T. e Rives.

Uma leitura: