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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Na ponta dos dedos com... Antero Ribeiro

Antero Ribeiro, nasceu e viveu em Portugal até aos 24 anos, residindo desde então em Moçambique onde trabalha no ensino de Educação Física e Desporto, sua área de formação superior. Ao gosto pelo ensino e atividades desportivas, associa ainda a aventura contínua de viajar pelo mundo e o prazer da leitura. Após a publicação de “Fragmentos de Alma”, “Périplo” e “Encruzilhados” Antero retorna à arte das palavras com “Entrelaçados”, um romance surpreendente.


Olá Antero, é um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: Como que é que te iniciaste na escrita? Quero antes de mais agradecer a oportunidade de me apresentar aos leitores e enaltecer o trabalho realizado pela Letícia na divulgação de obras e autores que ainda procuram um lugar de destaque no circuito comercial. Respondendo à questão, iniciei-me na escrita com cerca de 15 anos, nomeadamente na poesia, género no qual publiquei pela primeira vez em 2012, com 25 anos.

Qual o sentimento que te domina quando escreves? Apesar de escrever tanto poesia como prosa, é comum em ambos os géneros o sentimento de catarse e a pacificação que dai advém.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa? Mudou antes de mais a forma como leio... quando comecei a escrever, passei a prestar atenção a pormenores que antes não me eram relevantes, passei a analisar as obras na perspectiva de escritor e não apenas a perder-me na história. Como individuo, a escrita despertou-me para uma maior sensibilidade e curiosidade com aqueles e aquilo que me rodeia.

E enquanto escritora, o que tens aprendido? A persistir na adversidade, a ser metódico e sobretudo... a ouvir e a observar.

Tens algum ritual de escrita? Não lhe chamaria um ritual... por hábito gosto de escrever sozinho, em casa, apenas com música como som de fundo.

Como definirias esta arte na tua vida? A escrita é uma parte relevante da minha existência, à qual dedico bastante energia e dedicação.

A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo? Nem uma nem outra... é um prazer, do qual poderia, mas não quero abdicar.

Começaste por publicar dois títulos de poesia. Sentes que há ainda algum preconceito perante os escritores deste género? Não creio que haja preconceito com os escritores de poesia... ou não fosse Portugal um país de poetas... considero  que é um género muito particular, através do qual é difícil chegar a um número significativo de leitores.  A poesia prende-se de uma forma visceral com as emoções e sentimentos  do autor e do leitor, não se pega num livro de poesia e lê-se de fio a pavio... visita-se e revisita-se.

Seguiu-se, “Encruzilhados”, romance publicado em 2017, e agora, “Entrelaçados” o teu mais novo. Podes falar-nos um pouco sobre estes dois títulos? Encruzilhados é uma obra sobre a realidade Moçambicana e Portuguesa em 2017, um romance leve mas rico, que restabelece a ponte emocional entre os dois países irmãos. Aconselho a sua leitura a todos os que tiveram a oportunidade de conhecer a pérola do Indico, mas também a todos aqueles a quem  África preenche o imaginário.
Entrelaçados segue a mesma forma, o mesmo estilo de Encruzlilhados, mas é uma obra mais complexa e mais madura, com a ação a decorrer novamente entre Moçambique e Portugal, tendo o seu inicio na década de 70.
Em cada uma destas duas obras, procurei retratar fielmente lugares, emoções e curiosidades de ambos os países, sustentando  o enredo que cativa o leitor a ler capitulo após capitulo, em personagens que plasmam as dúvidas e as certezas, as vitórias e derrotas, os amores e desamores que cada um de nós vivência ao longo da vida.

Quais os trabalhos que já realizaste no âmbito da escrita, para além destas obras? Uma e outra crónica no âmbito da minha formação superior, a docência e o desporto.

A tua escrita é ficcional ou tem conotação pessoal? Creio que toda a escrita tem conotação pessoal, todos os escritores escrevem sobre si mesmos, ou sobre as suas convicções. Respondendo diretamente à questão, os meus livros baseiam-se em experiências pessoais e dos que me rodeiam, sendo depois complementados com partes ficcionais. Há muito de real em cada página das minhas obras.

Gostas de ler? Consideras importante ler para se escrever bem? Ler é o meu único vicio. Vicio que surgiu desde muito novo, se mantém e se manterá pela vida fora. Difícil é já encontrar espaço para as milhares de obras que vou coleccionando. Sim, considero fundamental a leitura para se poder escrever bem, nomeadamente na questão da forma, mas também do conteúdo. Lendo, um autor desenvolve o seu vocabulário e a forma como escreve, confrontando-se com diferentes expressões e metodologias. 

Como encaras o processo de edição em Portugal? Desastrado... o mercado editorial em Portugal é difícil para novos autores. Entrar no circuito comercial com uma das grandes editoras existentes é extremamente difícil, já que a maioria não recebe propostas de novos autores e a totalidade não dá qualquer feedback das obras que porventura recebem. Surgiram há alguns anos as editoras “on-demand” que vieram liberalizar o mercado, permitindo que tantas e tantas obras guardadas em tantas outras gavetas vissem finalmente a luz do dia... porém, a busca de lucro fácil conduziu  a generalidade dessas editoras num rumo de pouca ou nenhuma exigência na seleção e edição das obras, o que em última instância veio prejudicar o reconhecimento de novos autores com real qualidade, na medida em que o mercado é inundado diariamente com dezenas de obras de qualidade muito discutível e que acabam por asfixiar obras de excelência que possam surgir. A Emporium Editora, com a qual editei o meu último romance “Entrelaçados”,  tem sido uma agradável surpresa, pela dedicação, investimento e simpatia que tem dedicado à promoção da obra e do autor.

Além da escrita, que outras paixões, nutres que te completam enquanto pessoa? Sou também um apaixonado pelo desporto e por viajar. Sem estes três vectores sentir-me-ia bem menos realizado.

Quais os temas que gostas de abordar quando escreves? Os meus livros incidem sempre sobre as relações humanas. Num mundo e numa dia a dia cada vez mais volátil, julgo que dedicamos pouco tempo a analisar os nossos sentimentos e emoções. Com os meus livros procuro levar os leitores a reviver e a reflectir sobre tudo o que trazem e tantas vezes oprimem no peito.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”?Esta é a pergunta para a qual nunca tenho resposta... felizmente são tantos os bons livros, são tantos os livros já publicados que tive oportunidade de ler e que nesse processo de leitura me acrescentaram algo e assim me mudaram, que seria de uma injustiça atroz referir apenas um titulo.

Para quando, os teus leitores, poderão esperar um novo livro? Bem, Entrelaçados foi lançado durante o findo mês de Agosto e está por isso ainda “quente”... mas já se encontra um novo livro na forja, que se o meu dia-a-dia permitir, será lançado no decorrer do próximo ano de 2019.

Se tivesses de escrever outro género literário, a qual desafio te proporias? Depois de duas obras em poesia e duas obras em prosa... irei continuar pela prosa, não porque desconsidere a poesia, mas por achar que é mais fácil chegar e transmitir os ideais da minha escrita através da prosa e do romance.

Imagina a tua vida sem a escrita, como seria? Seria com certeza uma vida mais serena, mais descansada, mais tranquila...mas também mais vazia! Eu aprecio o desassossego que a escrita produz em mim, a necessidade de plasmar no papel as minhas experiências e emoções fará com que continue a escrever, pelo menos enquanto entender que tenho algo útil a acrescentar a quem dedica o seu tempo a ler-me e claro está, enquanto as reações dos leitores forem positivas. Escrevo por mim mas para as pessoas, se estas não gostarem de me ler, não fará sentido continuar. Neste âmbito, gostaria de pedir aos leitores que critiquem, positiva ou negativamente, mas critiquem, porque sem a critica o autor não pode evoluir nem perceber de facto o efeito que as suas obras têm, naqueles que o lêem. A Letícia irá certamente providenciar a hiperligação para a minha página de autor no facebook e no site da editora, esses são os espaços ideais para que cada leitor possa contactar-me e dizer de sua justiça.

Apenas numa palavra, descreve-te: Dedicado. 

Agradeço uma vez mais a oportunidade de dar a conhecer as minhas quatro obras, o meu percurso e até um pouco de mim próprio. Desejo a todos os seguidores da página, ótimas leituras e que no caso de me  privilegiarem com a leitura das minhas obras, que no final das mesmas se sintam tão satisfeitos, como eu me senti realizado ou marcar com a palavra FIM a última página branca de cada volume.


SINOPSE ENTRELAÇADOS

Entrelaçados é a narrativa de três vidas encruzilhadas numa só. 

Com uma escrita fluída mas rica, este romance fala-nos das dúvidas e das certezas, das agruras e das alegrias de cada etapa na vida das personagens, que crescem e amadurecem juntas. 
Entrelaçados é uma obra que se lê de um fôlego só. Uma história que cruza amor, sensibilidade, paixão e vozes masculinas e femininas tão reais e próximas de nós que é impossível largar o livro até sabermos tudo sobre o que lhes vai acontecer. As vozes deste  romance ecoam em nós entre pausas de leitura e são como caixas-de-ressonância de pensamentos que já tivemos a propósito dos nossos amores e desamores, dos homens, das mulheres, de Portugal, da vida, da morte, do mundo e do eterno desencontro...
Entrelaçados é como aquele cocktail ao fim da tarde depois de um dia de verão: apetecível, requintado, saciante e saboroso. Uma história para ler do princípio ao fim, sem interrupções, ao sol de uma boa esplanada ou aconchegado em casa enquanto a chuva cai lá fora.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Na ponta dos dedos com... Ana Rita Correia

Ana Rita Correia nasceu no coração do Ribatejo, Santarém, a 13 de Maio de 1993. Aos 14 anos de idade descobriu que a leitura lhe proporcionava um escape para uma dimensão diferente, fazendo-a esquecer o que a rodeava. Fã incondicional de Nicholas Sparks, depressa decidiu que queria contar histórias. Queria escrever livros.
Dez anos depois, os cadernos de capa preta com as pequenas histórias que escrevia, deram lugar a livros impressos.
Continua a mesma leitora compulsiva, sobretudo para escapar ao stress do dia-a-dia da sua profissão como Designer de Interiores e Exteriores.





Boa tarde, Ana Rita, é um gosto enorme poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar, coloco-te esta questão: Como é que a escrita entrou na tua vida? Boa tarde Letícia. Obrigada pelo convite e o gosto é todo meu. 
A escrita entrou na minha vida desde cedo. Mal entrei para a escola primária o meu avô insistia comigo para fazer cópias e ditados até mesmo nas férias. Só queria que eu fosse boa aluna e como passei grande parte da minha infância com os meus avós, a parte da escola estava sempre debaixo de olho da parte dele. Ensinou-me matemática decentemente, mas foi o português, a minha disciplina preferida, graças a ele e a tudo o que me ensinou. Mais tarde, após a sua morte comecei a escrever pequenas histórias. Curiosamente a minha primeira história foi sobre ele. Depois veio a ficção e após uma longa pausa, no Secundário voltei a escrever. Era o meu refúgio, um escape, ainda hoje assim é.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa? Tornou-me uma pessoa mais sentimental e capaz de se colocar na pele dos outros, afinal, quando nós criamos personagens não estamos a fazer nada mais nada menos que nos colocar-nos na pele deles. A escrita tornou-me uma pessoa melhor.

E enquanto escritora, o que mudou? Mudou muita coisa. O facto de eu ter o sonho de escrever um livro levou-me a enfrentar receios que tinha desde adolescente. Levou-me a lutar pelo que eu queria, desse por onde desse, sem nunca desistir ao primeiro “não”. Desistir não consta no meu dicionário, aprendi isso nos últimos tempos.

O teu primeiro livro “Tudo o que Sempre Quis” é um romance que tem como cenário uma vila à beira-mar, podes falar-nos um pouco sobre ele?  “Tudo o que Sempre Quis” é o meu sonho tornado realidade. Aquele livro que escrevi aos 21-22 anos e levei 3 ou 4 anos a ter uma ideia do que podia fazer realmente com ele. Queria publicá-lo, era o meu maior desejo, levar a mensagem principal às pessoas. Não é apenas um romance, tem muitas formas de amor, fala sobre a amizade, o amor entre irmãos e a família no geral. 
É sobre um grupo de jovens que se perde na vida e o destino junta-os um por um, por um motivo ou outro, numa vila à beira-mar, cruzando os seus caminhos. Fala sobre os erros que cometemos, as consequências e as segundas oportunidades, mas acima de tudo, fala-nos sobre o que fazemos pela nossa família e sobre o perdão. Sobre perdoar os outros e a nós mesmos. A mensagem principal é que pela nossa família vamos ao fim do Mundo se for preciso. 
Envolve também mistérios, ação e aventura. Dizem que é pacote completo (risos)

Como surgiu a ideia para escrever este livro? A Vila que serve de cenário para a história é a Nazaré, uma vila que conheço muito bem desde pequena, sinto-me em casa lá e porque não as personagens fazerem da vila a sua casa também? E assim surgiu a ideia, do nada. No meio dos meus devaneios de escritora que achava que seria só mais uma pequena história e antes que desse por isso estava a escrever o meu primeiro livro e não queria terminar, achava que eles tinham sempre mais por contar.
Não posso dizer a ideia surgiu-me de determinada forma porque é mentira. Apenas surgiu-me na cabeça como uma pequena história que eu nunca pensei que chegasse até onde chegou.
Depois de ter a ideia do que queria foi fácil arranjar personagens que se encaixassem.

Que dificuldades encontraste no processo de escrita? Houve uns meses que me sentava e tentava escrever, mas não saía nada. Tive um bloqueio enorme, nada do que eu fizesse me ajudava a escrever. Era como se não soubesse como continuar. Pensei “É só mais uma história que fica a meio”. Então um dia, novamente do nada, inspirei-me. A inspiração voltou quando eu voltei a Nazaré e só queria escrever sem parar. Sentia que se parasse as ideias iriam desaparecer de novo. 

A tua história é inteiramente ficcional ou tem conotação pessoal? A base é ficção, mas tem pormenores pessoais. Para quem já leu, a Sra Dª Rosário é uma versão de uma senhora nazarena que me é muito querida que eu chamo de avó. A pizzaria onde o Martim trabalha é uma versão melhorada do Mr Pizza da Nazaré. O avô dos irmãos (Salvador, Lucas e Helena) faleceu da mesma forma que o meu avô… Como disse, a base é ficção, mas tem pequenos pormenores tão meus que só quem me conhece bem dá por eles. Assim como as personagens são ficção, mas têm sempre um traço ou outro de pessoas que passaram pela minha vida ao longo dos anos. De certa forma sinto que este livro os está a homenagear, a imortalizar. Daí ser tão especial para mim, não só por ser o primeiro.

Ana, falemos um pouco da escrita a nível emocional, o que sentes quando escreves? Sinto-me livre. Sinto que sou capaz de fazer tudo aquilo que eu desejar. Sinto que não tenho limites.
E por fim, sinto-me bem comigo mesma. Sinto-me…realizada. 

O que é mais prazeroso na escrita? É saber que deste o teu melhor, que colocaste o teu coração naquele livro. Nada melhor que escrever com o coração para chegar também ao coração dos leitores. 
Tens algum ritual de escrita? Música. Não pode faltar os headphones e uma playlist de músicas “especiais” para o que pretendo escrever. 

Como definirias esta arte na tua vida? Aprendizagem. Ainda estou na fase de aprender tudo o que posso aprender desta arte. Agradeço todos os conselhos que me são dados, todas as críticas, pois só assim podemos ser melhores naquilo que já gostamos tanto de fazer. Nunca é demais aprender um pouco mais. 

Tens hábitos de leitura? Consideras importante ler para escrever bem? Sou viciada em livros, são a minha paixão. Não posso entrar em bibliotecas nem em livrarias. Nem no continente posso entrar, e quando entro a pessoa que vai comigo arrasta-me sempre para longe da zona dos livros. Adoro ler. Tal como a escrita, a leitura foi o meu refúgio no secundário. Podia viajar para tantos locais sem sair do mesmo sítio. Viajo muito enquanto leio. Consigo visualizar tudo na minha cabeça como se fosse um filme. Acho que sem dúvida quanto mais lermos melhor iremos escrever. Claro que damos erros ortográficos, não somos nenhumas máquinas. Mas ajuda imenso, claro.

Se só pudesses ler um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado? Dei-te o melhor de mim de Nicholas Sparks. O meu escritor estrangeiro preferido. Chorei a ler o livro quando cheguei ao final e percebi a mensagem por trás do título e da história. 

Além da escrita, que outras paixões, nutres que te completam enquanto pessoa? Leitura, fotografia, viajar, ver séries/filmes! Tanta coisa. Tenho muitas paixões, não sou pessoa de estar parada.

Que outros trabalhos, já realizaste, no âmbito da escrita? Publicados este é o primeiro. Posso dizer que tenho ideias até ao quarto livro, depois logo se vê.

A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo? Necessidade. Quando as coisas não nos cabem apenas no coração temos necessidade de lhes dar a volta, colocá-las no papel e fazer algo com isso. Como disse, quando escrevo sinto-me melhor, sinto-me mais leve. 

Como vives o contato com o público? Ainda não sou famosa pelo que ainda é tudo tranquilo. Tento sempre ter um sorriso e uns minutos para dois dedos de conversa e responder às questões que me são colocadas. 

Este é o teu primeiro romance, acabadinho de “sair do forno”, já pensas no próximo? Já estou a escrever o 2º e 3º livro ao mesmo tempo, embora agora o 3º esteja parado. Estou na fase de me dedicar a terminar o 2º para poder debruçar-me sobre o 3º que vai exigir muita pesquisa. 

Enquanto escritora, quais os objetivos que manténs? Alcançar sempre mais pessoas, não para ser conhecida, mas porque sei que a mensagem do meu livro dá muito que pensar e há pessoas que precisam mesmo de parar um pouco para pensar na vida que levam.

Se tivesses de escrever noutro género literário, qual o desafio ao qual te proporias? Policial, sem dúvida! Enquanto leitora descobri recentemente que até gosto desse género e a minha melhor amiga já me disse que devia de escrever um, embora não me veja de todo a escrever um policial. Seria um grande desafio! 

E para finalizar, que mensagem gostarias de passar aos teus leitores e seguidores deste espaço? Sejam felizes. Muito e todos os dias. Não importa se estão num dia mau. Numa semana má. Num mês mau. Tudo passa, tudo se resolve e no final, estarão mais fortes. Sempre ouvi dizer que uma fase má se encontra entre duas fases boas, então acreditam. Também acontece coisas boas até mesmo quando menos esperamos. Não deixem que os erros do passado controlem a vossa vida, a vossa felicidade. O que importa é o hoje, o agora. O passado não se pode mudar, mas podemos mudar o que somos agora e o que queremos ser no futuro. Nunca desistam dos vossos sonhos nem do que vos faz feliz. 
Até breve!

Agradeço a tua disponibilidade, fazendo votos de muitos sucessos para a tua carreira e vida pessoal. Obrigada eu! :D 



Sinopse

«Salvador. Lucas. Helena. Sara e Martim. 
Cinco jovens que se perderam algures na estrada da vida. Todos eles têm assuntos pendentes, cicatrizes e fantasmas que insistem em persegui-los onde quer que vão. Até mesmo quando, um por um, por um motivo ou por outro, se refugiam numa pequena Vila à beira-mar sem saberem até que ponto os seus destinos estão traçados. 
Uma história de amor, de amizade, de dor, perdão e segundas oportunidades. Mas acima de tudo, lealdade. 
Ninguém é forte o suficiente ao ponto que não precise de outro alguém. 

O que faria com uma noite que mudou tudo? 
Até onde iria em nome do amor?»

Segue a autora nas suas redes sociais




terça-feira, 4 de setembro de 2018

Na ponta dos dedos com... Sónia Guimarães

Sónia Maria Guimarães Coelho de Freitas, nascida no Porto. Numeróloga, terapeuta de Reiki, decoradora de Arte floral, tem também, assim como ela dança, a escrita como uma das suas paixões. A integração de tudo fascina-a e liga -a, profundamente, ao(s) Universo(s). A alegria e o entusiasmo, a fé e a esperança são companheiros muito especiais. É apaixonada pela vida. E o Amor, inspira-a.
Fonte: Chiado Books

Olá Sónia, é um gosto poder conhecê-la melhor e apresentá-la aos seguidores deste espaço, para começar: Como que é que a Sónia se iniciou na escrita? Olá, boa tarde Letícia! É com muito gosto que a recebo e agradeço o seu interesse por querer conhecer o meu trabalho como escritora. Comecei a escrever com alguma regularidade aos onze anos e gostava imenso de passar para o papel as minhas vivências, os meus sentimentos, o que observava e o que me inspirava. Mas, foi só em 2016 que assumi a escrita como um dos caminhos que complementa a realização do meu propósito de vida. Ao longo dos anos, foram muitas as situações que se apresentaram, algumas engraçadas, como se fossem um piscar de olhos, para me chamarem a atenção. Desenvolvia a escrita, essencialmente, através de textos e pensamentos, mas foi com a poesia, que também apreciava, que aflorou em mim e me fez iniciar como escritora.

Qual o sentimento que a domina quando escreve? Faço tudo com paixão e quando escrevo é com um sentimento enorme de alegria.

O que é que a escrita mudou em si, enquanto pessoa? Com a escrita conecto-me. Organizo pensamentos, descubro e curo emoções e permito que o amor transpareça livremente. Para além disso, abrem-se, literalmente, maravilhosos campos de energia criadora. Tenho sentido todas estas manifestações que me dão imenso prazer.

E enquanto escritora, o que tem aprendido? Escrevo intuitivamente e é o que o meu coração – a minha bússola me tem ensinado e sigo-o, naturalmente. O que sinto, escrevo… A escrita proporciona a interiorização, a compreensão e o profundo sentido da vida e dá-nos a possibilidade de usarmos a simplicidade para descrevermos a complexidade de tudo de formas incrivelmente belas.

Tem algum ritual de escrita? Escrevo quando estou inspirada. A música, os cheiros e o contacto com a natureza são grandes aliados... o coração cheio é o impulsionador!

Como definiria esta arte na sua vida? Para além de profética, dá-me a sensação de muita libertação de sentimentos.  

A escrita é para si, uma necessidade ou um passatempo? A necessidade espelha sempre a sensação de algum vazio a preencher e, para mim, o significado de qualquer expressão artística, assim como a escrita é a representação de quem a usa, vendo-se nela refletidos. É a nossa consciência recriada de uma outra forma. Uma união.

O seu primeiro livro é uma obra poética “O Sopro do Amor”. Pode falar-nos um pouco dele? Comecei a escrever o livro Sopro de Amor em 2013. Neste meu primeiro livro, escrevo sobre a minha sensibilidade e a profunda empatia que que desenvolvo com as pessoas e com a natureza, terrestre e celeste. Narro, também, a história de amizade e amor em encontros e reencontros, ao longo do tempo, com a minha alma gémea e com outras pessoas que fazem parte da minha família de alma e sobre memórias que emergiram, sobre tempos vividos no Egipto. Paralelamente a este amoroso enredo poético, sublinho a capacidade que o ser humano tem de aceder e dar voz ao coração, em vez de, se deixar dominar pela mente que alimenta preconceitos e crenças limitadoras, para que, despindo dores emocionais, se permita viver com alegria, espontaneidade, sendo leal aos seus próprios sentimentos e à liberdade da sua maravilhosa essência.   

Como surgiram as ideias para compor um livro? Sopro de Amor nasceu de uma inspiração, da ligação íntima que tenho com o mundo angelical e da imensa vontade de partilhar com as pessoas, a forma especial como absorvo no meu coração a beleza da vida.   

A sua escrita é ficcional ou tem conotação pessoal? Tudo o que escrevo tem uma conotação pessoal.
Como vive o contato com o público? Sinto-me bem ao interagir com as pessoas e o que mais gosto é de despertar emoções.   

Gosta de ler? Considera importante ler para se escrever bem? Gosto muito de ler. A leitura e a escrita, podem funcionar, se assim o escolhermos, como uma parelha. Se uma pessoa gosta e tem o hábito de ler, as possibilidades de escrever bem aumentam e multiplicam, porque entramos no mundo das palavras em jardins de ideias e de temas sem fim que promovem o exercício mental juntamente com a sensibilidade sobre diversos assuntos que se querem explanar.

Como encara o processo de edição em Portugal? Embora existam hoje em dia, em Portugal, editoras independentes que dão a conhecer ao público novos escritores, o processo de edição, continua a ser muito complexo.

Acha que os jovens dão importância à Literatura nos dias atuais? Há jovens que gostam de ler e outros não gostam, como em todos os tempos. No entanto, considerando o ambiente em que estão inseridos, a educação e a recetividade na aprendizagem e a existência ou precariedade de uma relação familiar com partilhas de saberes, ajuda muito e incentiva ao gosto pela leitura ou pelo contrário. Além disso, existem, atualmente, outros deslumbres que afastam os jovens da literatura como os jogos e todo o universo de entretenimento pela internet.  

Além da escrita, que outras paixões, nutre que a completam enquanto pessoa? Adoro dançar e tenho paixão por decoração de interiores.

Quais os temas que gosta de abordar quando escreve? Escrevo principalmente sobre o amor e sobre a espiritualidade.

Se só pudesse ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”? A alquimia do coração de Elizabeth Clare Prophet. 

Quais as suas perspetivas para o seu futuro enquanto autora? Pretendo continuar a escrever sobre temas como o amor, a fantasia e a espiritualidade.  

Pensa em publicar novamente depois deste seu primeiro livro? Sim, com certeza.

Imagine a sua vida sem a escrita, como seria? A escrita é muito importante para mim, mas sem ela expressar-me-ia em outras valências, como a dança que adoro e pratico desde criança e posteriormente, a decoração que também me realiza imenso.

Apenas numa palavra, descreva-se: Luz.


Sinopse

O caminho é longo, aprendes a cada chegada… és aquela fortaleza!
A tua natureza é a tua canção ao universo, a lenda que vais defender com o teu coração… jamais te percas da flor do teu jardim, do teu amor, do teu voo…





















sábado, 1 de setembro de 2018

Na ponta dos dedos com... Lourdes Sue


Boa tarde, Sue, é um gosto enorme poder conhecê-la melhor e apresentá-la aos seguidores deste espaço, para começar, coloco-lhe esta questão:
O que é que a escrita mudou em si, enquanto pessoa? Passei a ser mais atenta e mais disponível para os outros, afinal de contas são eles que me fornecem matéria inestimável.

E enquanto escritora, o que mudou? Estou mais organizada e empenhada, tenho objetivos específicos.

Iniciou-se na escrita com o título “Pedaços de Mim”, o que é que essa experiência trouxe à sua vida? Consegui perceber que gostam da minha escrita e que tenho algo para dizer que importe.

Qual foi a dificuldade com que mais se deparou na escrita do seu primeiro livro? Ter que parar de escrever para ser o que esperam de mim. Quem escreve parece ter um mundo muito próprio e não gosta do relógio, ele interrompe o processo.

Gere atualmente um blogue, FeelMe, que conta com mais de meio milhão de visitas. Como mantém o público agarrado às suas publicações? Sendo fiel ao meu estilo e usando as palavras com que se identificam diariamente, as que sentem, mas não sabem usar.

Escreve regularmente, sente que é necessário manter contacto permanente com o público para o cativar mais e mais? Sem dúvida, apenas a consistência nos dá a conhecer, e o público gosta de proximidade.

Lourdes, falemos um pouco da escrita a nível emocional, o que sente quando escreve? É um processo difícil por vezes, porque mesmo que não escreva sobre mim, carrego-me em cada palavra. Por vezes choro, também rio à gargalhada e sobretudo penso. No fundo também me limpo e reinvento quando partilho sentimentos e emoções.

O que é mais prazeroso na escrita? A reação de quem me lê. Fico sempre de alma cheia quando dizem que pareço ter escrito para elas, ou quando dizem que estavam a precisar de ler o que partilhei.

Tem algum ritual de escrita? Sim, por norma escrevo 3 posts por dia no blog, bem como alguns recados ou pensamentos e vou alinhavando os romances nos intervalos.

Como definiria esta arte na sua vida? Como essencial, sem escrever não sobrevivo no mundo real.

Tem hábitos de leitura? Considera importante ler para escrever bem? Sou uma bookaholic, já cheguei a ler cerca de 2 a 3 livros por semana. Ler é desbravar mundos e acrescentar vocabulário que sai mais fluído quando escrevemos. Sou quem sou devido a cada um dos livros que li.

Se só pudesse ler um único livro para o resto da sua vida, qual seria o privilegiado? "O Retrato de Ricardina" de Camilo Castelo Branco, meu autor favorito, que já reli 3 vezes, em diferentes períodos da minha vida e continua a surpreender-me.

Além da escrita e da blogosfera, que outras paixões, nutre que a completam enquanto pessoa? A música, o exercício físico ao ar livre, os filmes, sobretudo a preto e branco e o tempo de qualidade com os meus filhos.

Que outros trabalhos, já realizou, no âmbito da escrita? Escrevo para uma revista de bloggers, a Blogazine. Participo em concursos literários, tal como o prémio Leya e estou a desenvolver um projecto de escrita por encomenda.

A escrita é para si, uma necessidade ou um passatempo? Uma necessidade, sem qualquer dúvida.

Como vive o contato com o público? Eu sou introvertida, tenho um mundo muito próprio, mas estou a aprender a interagir com quem me lê e comenta com todo o carinho. É o mínimo que posso dar.

Como encara o processo de edição em Portugal? É muito economicista e pouco empenhado nos autores, somos basicamente euros. Para quem ainda não é conhecido torna-se muito difícil fazer-se notar, por consequência é desmotivador.

Quais as suas perspetivas para o futuro? Quero continuar com o mesmo ritmo e ser uma marca no mundo das palavras.

Tendo em conta que se afastou temporariamente da publicação, os seus seguidores podem esperar algum título para breve? Tenho mais 4 romances escritos, mas a seu tempo e com as condições que pretendo, certamente que regressarei, um escritor precisa de escrever e de chegar aos leitores.

Enquanto escritora, quais os objetivos que mantém? Continuar a fazer crescer o meu blog, que é o meu principal veículo de interação e planeio aumentar o espaço na prateleira que deixei livre para os meus próprios livros.

Se tivesse de escrever noutro género literário, qual o desafio ao qual se proporia? A fantasia histórica, viagens no tempo, com factos reais bem fundamentados e momentos imaginários, romantizados. Já experimentei e gostei imenso.

E para finalizar, que mensagem gostaria de passar aos seus leitores e seguidores deste espaço? Pretendo que saibam que de mim terão sempre entrega e palavras com emoção. Vou continuar a escrever sobre o efeito que amor e a falta dele tem na nossa saúde mental, porque sem amor apenas sobrevivemos.

Agradeço a sua disponibilidade, fazendo votos de muitos sucessos para a sua carreira e vida pessoal. Obrigada eu pela oportunidade, foi um prazer.

Podes acompanhar o trabalho da Lourdes na sua página do Facebook (AQUI) e no seu blogue (AQUI)

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Na ponta dos dedos com... Sandra Pereira

Sandra Pereira (1980), nasceu no Barreiro, Portugal. Viveu a sua infância e adolescência em Maputo.
Regressou a Portugal com 18 anos, para se licenciar em Arquitectura em 2007.
Começou a escrever aos 13 anos e escreveu a sua primeira obra de poesia aos 19 anos.
Trabalhou alguns anos como Gestora Comercial e Responsável Administrativa na área comercial onde acabou por se interessar e desenvolver o relacionamento interpessoal.
Hoje, com conhecimentos e competências, exerce funções como Life Coach e Formadora de Gestão Emocional, com valência em PNL.
Com uma paixão pela cozinha, é, também, Blogger de Especiarias e Receitas Criativas e organiza, pontualmente, eventos gastronómicos.
“Contos Metafóricos” é a primeira obra publicada da autora, sendo que o objectivo desta, é poder ajudar no desenvolvimento pessoal de jovens e adultos, através da leitura interpretada de metáforas.
Fonte: Sandra Pereira


Olá Sandra, é um gosto poder conhecê-la melhor e apresentá-la aos seguidores deste espaço, para começar: Como que é que a Sandra se iniciou na escrita? Comecei a escrever aos dez anos, nomeadamente poesia e fui desenvolvendo este gosto até aos dezoito anos, quando resolvi registar a minha primeira obra literária de poesia no IGAC. Também tenho um blogue orientado para a escrita http://o-largo-da-poesia.blogspot.com/

Qual o sentimento que a domina quando escreve? Quem escreve com paixão acaba por entrar numa espécie de transe emocional, parece que nada se passa ao meu redor. E posso trabalhar a minha criatividade que necessita de constante incentivo.

O que é que a escrita mudou em si, enquanto pessoa? A escrita é terapêutica, acalma-me, tranquiliza-me e ajuda no meu autoconhecimento: Sempre.

E enquanto escritora, o que tem aprendido? Primeiro, aprendo mais sobre mim. Se escutar uma história de outra pessoa, e se escrever sobre a mesma, acabo por perceber melhor a outra pessoa porque vou refletir sobre esta.

Tem algum ritual de escrita? Por vezes um copo de vinho ou um CD de música Jazz ajuda no relaxamento inicial.

Como definiria esta arte na sua vida? Imprescindível. Não passo a vida a escrever, existem momentos sábios onde a minha intuição me guia, orientando neste sentido.

A escrita é para si, uma necessidade ou um passatempo? Necessidade, uma vez que se torna terapêutica.

O seu primeiro livro publicado chama-se “Contos Metafóricos”. Pode falar-nos um pouco dele? Sim, é um livro de contos ou pequenas histórias onde a ferramenta que utilizo é a metáfora e o propósito é que se possa retirar uma lição emocional que visa modificar o pensamento e comportamento humano do leitor. Eu sei que é mais fácil aprender com uma metáfora, o nosso inconsciente está mais preparado para absorver uma mensagem subliminar do que o nosso consciente estará apto para entender uma mensagem mais direta que por vezes até pode ser considerada “ofensiva”.

Como surgiram as ideias para compor um livro com uma temática tão diferente do habitual? Fui eu que comecei a transcrever as minhas aprendizagens pessoais e não só, acabei por influenciar outros com a escrita e a minha ambição cresceu com base nesse feedback positivo que obtive. Apesar de ter escrito poesia maioritariamente ao longo dos meus anos de vida, fui alternando para prosa e crónicas quando a vontade o exigia, de modo que escrever contos foi muito pacífico para mim.

A sua escrita é ficcional ou tem conotação pessoal? Tem conotação pessoal, seja minha, seja de quem me inspirou a escrever.

Como vive o contato com o público? Considero-me comunicativa e expressiva, por isso não me aflijo com a exposição. No entanto ainda estou a começar nesta aventura e não tenho uma grande experiência, nesta área. Já trabalho na área comercial há uns anos e a minha relação interpessoal foi-se desenvolvendo neste sentido.

Gosta de ler? Considera importante ler para se escrever bem? Adoro ler, é outra forma de obter tranquilidade e ser criativa, uma vez que uso a imaginação para “visualizar” o que leio.

Como encara o processo de edição em Portugal? Moroso e muito selectivo. Mas a culpa não recai no processo de edição em si, uma vez que cada vez há mais escritores por via das edições de autor, havendo, muitas vezes, pouca qualidade e cuidado na escrita de quem pode pagar pela edição, não tendo talento algum.

Acha que os jovens dão importância à Literatura nos dias atuais? Creio que quanto mais meios de distração tecnológica existirem, menos procura há pela leitura, por parte deste nicho de mercado.

Além da escrita, que outras paixões, nutre que a completam enquanto pessoa? Coaching; Cozinha; Jardinagem; Leitura; Dança; Viajar; para além do habitual convívio com os mais queridos.

Quais os temas que gosta de abordar quando escreve? Auto-coaching, essencialmente. Por outras palavras, tudo o que invoque o autoconhecimento ou desenvolvimento pessoal. Dedico-me à escrita de artigos sobre temas neste âmbito e acabo sempre por expressar-me de forma pessoal.

Se só pudesse ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”? “A casa do Sono” de Jonathan Coe

Quais as suas perspetivas para o seu futuro enquanto autora?  Pretendo investir noutra obra, sem definição ainda, poderá ser um livro de auto-ajuda dentro destes moldes, através de contos ou mesmo testemunhos.

Pensa em publicar novamente depois deste seu primeiro livro? Para já ainda não coloquei essa “panela ao lume”. Estou a juntar os ingredientes, primeiro.

Imagine a sua vida sem a escrita, como seria? Não posso fazer tal coisa, é uma das minhas essências como pessoa. Talvez por ter começado a escrever tão cedo.

Apenas numa palavra, descreva-se: Positiva




Sinopse
A utilização da metáfora serve o propósito de apelar à tomada de consciência e ao crescimento interior.
Este livro de contos metafóricos, abordam várias temáticas entrelaçadas nos seus variados personagens inusitados.
O enredo de cada conto estimula a imaginação do leitor, que poderá viajar e visualizar cada cenário, pensando naquilo que se esconde em cada contexto. No final pode questionar: qual a lição desta história?
Os contos baseiam-se em realidades imaginárias, mas facilmente transportadas para a nossa realidade.
É um livro que pode ser útil a terapeutas, professores, educadores e pais. Sobretudo foi escrito a pensar no desenvolvimento pessoal e emocional de jovens e adultos.









terça-feira, 28 de agosto de 2018

Na ponta dos dedos com... Catarina Fernandes



Catarina Fernandes nasceu em Vila Nova de Gaia a 11 de Maio de 1992.

Com o tempo iniciou-se na escrita de poesia, e ganhou prémios em concursos literários interescolares.
Concluiu o curso de Direito na Universidade Católica Portuguesa – Escola de Direito do Porto em 2015.
Em 2017 concluiu o mestrado de Direito Público, Internacional e Europeu na mesma instituição.
Trabalhou na Livraria Bertrand no Porto e na Livraria Lello. 



Letícia Brito: Bom dia Catarina, é um gosto enorme poder conhecê-la melhor e apresentá-la aos seguidores deste espaço, para começar, coloco-lhe esta questão: Como é que a escrita entrou na sua vida?

Catarina Fernandes: A escrita entrou na minha vida na escola primária. Era uma criança com uma imaginação muito fértil e, devido ao meu interesse na coleção “Arrepios” de R. L. Stine comecei a escrever pequenos contos de terror ainda no meu 4º ano de escolaridade.

Letícia Brito: O que é que a escrita mudou em si, enquanto pessoa?

Catarina Fernandes: Gosto de pensar que a escrita não me mudou em nada porque já era uma parte intrínseca relativamente à minha própria existência. Assim, a escrita não é uma característica externa mas sim algo que me define e sem a qual eu não poderia nunca ser este Eu.

Letícia Brito: E enquanto escritora, o que mudou?

Catarina Fernandes: Enquanto escritora posso dizer que a escrita fez com que eu pudesse ter contacto com mundos que, de outra forma, não existiriam nunca nesta pequena esfera alada no meio da escuridão a que tão prontamente chamam “Terra”.

Letícia Brito: O seu primeiro livro “Nuit Blanche” é um romance fantástico com cariz LGBT, pode falar-nos um pouco sobre ele?

Catarina Fernandes: O livro passa-se nas Terras de Gawk onde existe a política parental de dois filhos de sexo oposto por casal. Se tal não suceder os pais das crianças são expulsos da terra e amaldiçoados pelo deus sol. A Nuit Blanche é um ritual único que põe em causa a existência e a vida de várias pessoas, nomeadamente de Sam e Annabelle. Assim, o livro transcende aparências e luta contra preconceito da sociedade. A Nuit Blanche é sem dúvida uma noite que mudará para sempre a vida de Sam e Annabelle e que fará com que tenham de lutar contra tudo e todos para ficarem juntos.

Letícia Brito: Como surgiu a ideia para escrever sobre um tema ainda tão pouco abordado na literatura?

Catarina Fernandes: A ideia não me surgiu, primeiro ponto. Foi uma estória que teve nascimento na minha alma em hora e data incerta. Foi quase como uma avalanche de palavras que começaram a jorrar da minha mente e que eu não tive outra solução senão passar a escrito tudo aquilo que se ia passando por detrás dos meus olhos. No backstage do meu rosto. Quanto à temática não podia nunca ser de outra forma. Tinha de ser assim. Não foi propositado. Foi apenas porque elas eram como eram e eu tive que dar voz à estória delas como se fosse a minha.

Letícia Brito: Que dificuldades encontrou no processo de escrita?

Catarina Fernandes: Sinceramente foi um livro que me deu imenso gosto escrever pelo que não encontrei quase nenhumas dificuldades em escreve-lo. Somente relativamente a Silver é que tive de pensar um pouco quanto ao destino que ele teria.

Letícia Brito: A sua história é inteiramente ficcional, mas tem traços em comum com a realidade. Há alguma conotação pessoal na mesma?

Catarina Fernandes: Sim. Como todos os escritores. Possui uma conotação pessoal principalmente porque foi uma história que nasceu de mim e aquilo que nasce de nós raramente se aparta de quem somos.

Letícia Brito: Catarina, falemos um pouco da escrita a nível emocional, o que sente quando escreve?

Catarina Fernandes: Sinto-me em comunhão com as letras do Universo inteiro. Uma alegria aliada à paixão de dar forma àquilo que existe apenas em sonhos.

Letícia Brito: O que é mais prazeroso na escrita?

Catarina Fernandes: A maneira como as palavras se agrupam de maneira a formar frases melancolicamente belas e levemente imperfeitas. O modo como a prosa vai dando lugar à poesia sem nunca se anular por completo.

Letícia Brito: Tem algum ritual de escrita?

Catarina Fernandes: Sim. Costumo escrever com a minha cadela Molly junto a mim. Sempre foi assim desde pequena. Tudo começou com o Kincas, o meu cão. Aconchegava-se em mim o tempo todo que eu estivesse a escrever.

Letícia Brito: Como definiria esta arte na sua vida?

Catarina Fernandes: A supremacia da boa existência.

Letícia Brito: Tem hábitos de leitura? Considera importante ler para escrever bem?

Catarina Fernandes: Sim. Leio, quase sempre, três livros ao mesmo tempo. Considero que ler é mais importante para sonhar bem do que para escrever bem. Qualquer pessoa pode escrever bem, sem erros e ter um poder sintético absolutamente genial porém, apenas aqueles que sonham bem são capazes de escrever as coisas que fazem sonhar os outros.

Letícia Brito: Se só pudesse ler um único livro para o resto da sua, qual seria o privilegiado?

Catarina Fernandes: Sputnik, meu amor de Haruki Murakami.

Letícia Brito: Além da escrita, que outras paixões, nutre que o completam enquanto pessoa?

Catarina Fernandes: A minha paixão pelos animais, viajar, séries de televisão, pela música (fã incondicional de Bruce Springsteen) e pelo cinema.

Letícia Brito: Que outros trabalhos, já realizou, no âmbito da escrita?

Catarina Fernandes: Escrita do Guião da curta  “Tenho em mim todos os Sonhos do Mundo” com o qual concorri à Academia RTP. Escrevo poesia com elevada regularidade porém, não se encontra publicada.

Letícia Brito: A escrita é para si, uma necessidade ou um passatempo?

Catarina Fernandes: Sem dúvida, uma necessidade.

Letícia Brito: Como vive o contato com o público?

Catarina Fernandes: Gosto de pessoas e, tendo trabalhado na Lello, no Porto, estou habituada a todo o tipo de pessoas e situações.

Letícia Brito: Como encara o processo de edição em Portugal?

Catarina Fernandes: Difícil. As grandes editoras são, muitas das vezes, horizontes fechados aos novos escritores.

Letícia Brito: Quais as suas perspetivas para o futuro?

Catarina Fernandes: Ser feliz.

Letícia Brito: Este é o seu primeiro romance, acabadinho de “sair do forno”, já pensa no próximo?

Catarina Fernandes: Possuo imensos contos escritos. Talvez edite uma coletânea dos mesmos.

Letícia Brito: Enquanto escritora, quais os objetivos que mantém?

Catarina Fernandes: Ser sempre inovadora naquilo que escrevo.

Letícia Brito: Se tivesse de escrever noutro género literário, qual o desafio ao qual se proporia?

Catarina Fernandes: Escrever algo que não tivesse um pouco de prosa poética. Esse seria um desafio enorme para mim.

Letícia Brito: E para finalizar, que mensagem gostaria de passar aos seus leitores e seguidores deste espaço?

Catarina Fernandes: Gostaria de dizer que o mundo está demasiado estereotipado e que as pessoas, não raras vezes, impedem-se a si próprias de encontrar o amor porque pensam que tudo tem de ser normativo. O amor não escolhe género. Isso é o menos importante. O que realmente importa é aquilo que o coração sente não a aparência de quem o faz sentir-se assim.

Letícia Brito: Agradeço a sua disponibilidade, fazendo votos de muitos sucessos para a sua carreira e vida pessoal.

Catarina Fernandes: Agradeço imenso esta oportunidade e fico deveras feliz pelo interesse demonstrado no meu livro “Nuit Blanche”.


A “Nuit Blanche” aproxima-se. Uma maldição negra pairará novamente sobre as Terras de Gawk.
Uma noite em que tudo pode acontecer…
Os habitantes da vila iniciam os preparativos em homenagem aos deuses desconhecendo os eventos terríveis que irão ser desencadeados ao longo dessa noite. Segredos antigos, amizades desfeitas e amores impossíveis que irão colocar em risco a vida de todos.
É o primeiro ano que Annabelle e Sam participarão neste ritual que irá mudar as suas vidas para sempre.
Conseguirá este amor sobreviver à maldição?  
Um romance mágico repleto de mundos desconhecidos, mitologias paralelas e universos que, quem sabe, poderão de facto existir por aí.
Um romance que transcende estereótipos numa sociedade em que tudo é azul ou rosa.