quarta-feira, 1 de junho de 2016

Lí Marta, a autora aguedense em ascensão

Lí Marta, Página do Facebook
Recentemente falei aqui no blogue sobre a primeira obra de Lí Marta, O Último Adeus e hoje trago-vos uma entrevista com a escritora aguedense, cujo primeiro livro já se encontra na segunda edição e traduzido em espanhol, com Espírito Selvagem, no mesmo bom caminho. 

✍ Como te iniciaste na escrita?
Talvez no dia em que me ofereceram o meu primeiro diário, julgo que aos oito anos de idade. Ali depositava os meus sonhos de criança. Onde o mundo era maior que tudo. Ainda hoje escrevo nos meus diários… Ainda hoje tenho sonhos de menina que escrevo lá.

✍ Ficcionas aquilo que escreves ou os teus escritos tem também conotação pessoal?
O meu primeiro livro é baseado numa história verídica. Porém, com alguma ficção verosímil. O meu segundo livro, embora fosse inspirado numa personagem conhecida, tem muita imaginação e devaneio meu.

✍ O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Apesar de continuar a ser a mesma mulher vulgar, que venho do século passado e levo comigo todas as idades, acho que com o passar dos anos a escrita ajudou-me a encontrar o meu eu mais profundo. Através do mundo fascinante das palavras consegui ultrapassar algumas barreiras intransponíveis, como o medo de não ser capaz e realizar um sonho, escrever.

✍ O que sentes quando escreves?
Escrever é algo indescritível. É tão maravilhoso quanto o pensamento permitir. É extasiante. Magnífico. Um refúgio das horas inquietas, dos dias angustiantes, mas também a leveza e o desabafo da alma.

✍ O que é mais prazeroso na escrita?
É poder escrever tudo o que me vai na alma. Sem restrições, sem imposições…

✍ Qual é a maior dificuldade que sentes quando estás a escrever?
Ter o cuidado para que todos os que me leem percebam o que quero realmente transmitir.

Fotografias retiradas do Facebook Oficial da Autora

✍ Tens algum ritual de escrita?
Não. Embora adore palavras que me suscitem curiosidade e ao mesmo tempo me deixem deslumbrada, gosto de usar uma escrita simples e fluída. Julgo que “ritual” não é a palavra que defina este sentido.

✍ Consideras a escrita uma necessidade ou um passatempo?
Depende do meu estado de espírito. Há momentos que tenho necessidade de me refugiar na escrita, como um bálsamo. Há outros momentos que escrevo só porque sim. Porque gosto.

✍ Como encaras o processo de edição em Portugal?
Acho que a maior parte das grandes editoras - quando digo grandes refiro-me ao nome – só editam os livros dos autores conhecidos, com nome no mercado. Mesmo que livros de novos autores sejam fantásticos o que conta, para eles, são as vendas. E claro, um autor desconhecido tem um longo caminho a percorrer.

✍ Estás em constante contacto com o público, como vives isso?
Adoro partilhar bons momentos com os meus leitores. Com colegas. Com o público em geral. São esses momentos que eternizo no meu coração.

✍ O feedback é positivo?
Nunca é como queremos. Se perguntarmos a um autor cuja obra esteja numa vigésima nona edição, ele provavelmente irá responder que nunca mais chega à trigésima. Assim sou eu. Sempre exigente comigo mesma. Sempre a dizer que tenho de me esforçar muito mais.

✍ Como encaras as criticas, de foro negativo ou positivo, quando elas surgem?
Depende das críticas. Se forem construtivas, que melhorem a minha carreira enquanto autora, venham elas e muitas. Tenho lido opiniões de quem lê as minhas obras e há opiniões que, quanto a mim, não vejo nessa perspectiva, mas é a opinião de alguém e só me cumpre o dever de aceitar. As positivas são sempre bem-vindas!

✍ Quais os temas que gostas de abordar quando escreves?
Temas atuais. Adoro fantasiar também. Sem nunca deixar o romance que faz parte da minha essência.

✍ Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”?
As Palavras que Nunca Te Direi – Nicholas Sparks. Continua a ser o meu preferido. Aquele que me diz tudo…

✍ O que gostarias de partilhar sobre as tuas obras?
O Último Adeus é o meu primeiro romance. Entrou em segunda edição ao fim de meio ano. Foi traduzido para espanhol. E continua a ter vendas surpreendentes. Espírito Selvagem é o meu segundo romance editado o ano passado e está quase a entrar numa nova edição. Não sendo eu uma autora conhecida, estas razões são mais do que suficientes para me deixar muito, muito contente.

✍ Como tem sido a tua experiência com a tua editora?
Até à data tem sido boa. Além de mantermos uma relação comercial, considero-os meus amigos. Pois têm-me apoiado e ajudado sempre que preciso deles.

✍ Quais as tuas perspetivas para o futuro?
Continuar a sorrir. A sonhar. Ser feliz. Ter a persistência e a esperança do meu lado para nunca desistir de lutar neste caminho da literatura.

✍ Além da escrita, que outras paixões nutres, que te completam enquanto pessoa?
A primeira de todas é estar com quem amo – o meu marido e os meus filhos. Adoro passear, viajar, ler, estar com amigos e família. Desfrutar cada dia que a vida me presenteia.

✍ Que mensagem gostarias de passar aos teus seguidores?
O sonho comanda a vida. Sonhar é bom de mais, não obstante, ter esperança de que amanhã tudo estará perfeito é melhor ainda. Obrigada por tudo. Pois sem vocês não teria chegado até aqui e nada disto fazia sentido.

✍ Quais os teus objetivos enquanto escritora?
Editar um novo livro no próximo ano. Continuar a divulgar as minhas obras. Estar o mais perto possível dos meus leitores em sessões de autógrafos. Tentar responder sempre aos meus leitores.


✍ Apenas numa palavra, descreve-te: Dedicada

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