sexta-feira, 29 de abril de 2016

José Carlos Rodrigues, o pensador e autor da obra «Livres Pensamentos»

José Carlos Rodrigues
José Carlos Rodrigues tem 29 anos e vive em Vila do Conde. Concluiu apenas o ensino básico obrigatório, desde então, começou a trabalhar. Gosta de refugiar-se na natureza, em locais onde possa refletir com calma tudo o que pretende colocar no papel. Nutre um gosto especial pela música clássica. É autor de uma obra de prosa poética Ao encontro dos meus livres pensamentos pela Chiado Editora. Obra que retrata sobretudo a sua visão sobre o amor e a sabedoria humana.

✍ Como te iniciaste na escrita?
Sem dúvida alguma que essa é uma pergunta muito frequente. A minha relação com a literatura era escassa, muito escassa, a ponto de ignorar completamente tudo o que continha letras ou fosse derivado de literatura. Mas como costumo dizer que a dor cria o escritor, desconhecemos por vezes que possuímos algo fora do normal, ou seja, um dom. Quando uma tragédia aconteceu na minha vida, nomeadamente, a perda do meu pai, tal levou-me a ignorar tudo o que me rodeava e fechar-me somente comigo próprio. Aí descobri enquanto sofria, as verdadeiras palavras que escrevia no papel. Numa primeira fase, fui escrevendo tudo o que sentia e tudo o que pensava, até que parei juntamente com o meu raciocínio e senti que eu possuía o dom de escrever.

✍ Ficcionas aquilo que escreves ou os teus escritos tem também conotação pessoal?
Uma das passagens que vem no meu livro transmite que mais do que escrever é viver aquilo que se escreve, ou seja, muito do que está escrito, não é só imaginação ou ficção, mas sim muita experiência no que toca ao relacionamento com pessoas, seja amor ou amizade. Mas sim, tem muito de mim, até porque quando escrevo, não escrevo com caneta mas sim, com lágrimas, daí tudo o que escrevo ter um sentimento tão profundo.

✍ O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Ainda nem sonhava sequer ser escritor e a minha experiência perante a vida já era notória. Posso dizer que até hoje tudo o que escrevi me fez crescer ainda mais como homem, a maturidade, o desempenho na escrita, as vivências, tudo foi fundamental para poder melhorar ainda mais a minha escrita. Considero-me um pensador, e tudo o que vejo ou sinto, seja na sociedade ou natureza, exponho descaradamente no papel.

✍ O feedback é positivo? Como encaras as criticas?
Sinceramente, é um longo e doloroso caminho que tenho de percorrer. Sim, já me abordaram com várias críticas, criticas essas, que me deixaram um pouco incomodado. Que se pode fazer quando a ignorância não passa de um aspeto negativo criado à imagem da inteligência, mas enfim. Encaro de uma forma muito calma e sem preconceito. Uma das minhas citações designa que o silêncio é equiparado a uma chapada de luva branca, onde reage sobre a critica sem ferir o preconceito. Acho que o silêncio é a melhor atitude face àqueles que nos querem ver longe do sucesso.

✍ Consideras importante ler para escrever bem?
Como referi há pouco, detestava ler e escrever, hoje muito sinceramente ainda estou a aprender a ganhar o gosto pela leitura, mas a escrita é o meu maior aliado, embora eu considere que a leitura seja uma passagem muito importante para o mundo da criatividade. Ler para escrever bem é importante, mas confesso que leio muito pouco, visto que já dei provas concretas que toda a criatividade que tenho vindo adquirir, não é da leitura, mas sim da minha imaginação. Como sempre, eu ofereço o meu dom da escrita, mas respondendo ainda mais concretamente à tua pergunta, o que seria de mim sem o dom da leitura. É a pura verdade.

Livres Pensamentos
✍ Já tens obras publicadas. O que gostarias de partilhar sobre elas?
Tenho para já apenas a minha primeira obra. As vivências que transmito nos meus textos são muitas delas pura realidade, outras fictícias, e que servem de exemplo para quem está a ler, e certamente fará recordar ao leitor situações pelas quais já passaram, por exemplo, um amor impossível, a dor da traição, as amizades quando são deturpadas por ilusões obsessivas e principalmente a sabedoria humana que imagino, penso e escrevo é sem dúvida a minha maior fonte em palavras que o leitor pode reconhecer e observar.

✍ Quais os teus objetivos enquanto escritor?
Um dia uma mensagem me disse que só por ser uma pessoa sensível a minha inteligência iria aproveitar-se de mim para atingir um grau de superioridade. Ora, enquanto homem humilde, eu pretendo sim, divulgar o que gosto de fazer, mas com o tempo tudo o que possa aparecer a nível de recompensa, claramente que serei feliz. Sonho sim, ser um grande escritor, mas até lá continuo a dizer que será uma questão de sorte, porque criatividade e empenho eu exponho todos os dias.

✍ O que dizem os teus olhos?
Os meus olhos dizem tudo o que sentem sempre que o coração está sufocado. Os meus olhos falam pelas palavras que estão embriagadas e deixadas à mercê da insatisfação. Tudo é uma questão de sobrevivência quando as minhas lágrimas passam despercebidas ao olhar da ingratidão.

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