sábado, 26 de março de 2016

Devaneios de quem escreve...


Com tanto trabalho de revisão, dou por mim a querer espancar uma a uma, cada personagem. A mocinha sem amor-próprio já me enjoa, o senhor perfeito deixa-me enraivecida, e por aí vai.

Cortei dois capítulos, inicialmente, o senhor perfeito era um assassino macabro, e eu até gostava mais dele quando ele enchia as minhas páginas de sangue, mas não quero que pensem que sou uma psicopata. Depois deste romance vou escrever um livro de terror; assim mato quem quiser.
Quando a minha primeira professora perguntou o que eu queria ser quando crescesse, respondi-lhe: veterinária. Estava louca, tenho medo até de formigas. Depois quis ser advogada, mas fiquei apavorada com a ideia de precisar defender assassinos para me sustentar. Então li o Harry Potter e pensei: vou ser escritora. E acabei num curso de Fotografia. Normalidade nunca foi o meu forte, muito menos, histórias pouco sangrentas. Por isso é que “O Perfume” é o meu livro preferido, amei aquele gajo mesmo sabendo que ele matava as rapariguinhas para fazer perfume.
Acho que devia ter estudado mais e ter sido médica-legista ou uma agente federal.
Letícia Brito

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